Lumife @ 23:28

Qui, 07/04/05

fialhoDeAlmeida-por Vasco.gifFialho de Almeida visto por Vasco



*



Nasceu em Vila de Frades no ano de 1857 e formou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa.


A sua vida foi cheia de dissabores e agruras, porque parece que o destino se decidiu a lutar contra ele. No meio de tudo que lhe foi sucedendo, nunca deixou de trabalhar e, no papel, imprimiu páginas de deslumbramento. Os vultos da literatura deram-lhe um lugar de destaque na hoste dos grandes contistas portugueses.


Desta forma, é muito vasta a sua obra e, claro está, essencialmente constituída por contos: "Contos", 1881; "A cidade do vício", 1882; "Lisboa galante", 1890; "O país das uvas", 1893; "Os gatos", 1889-94 - uma publicação periódica do folheto, constituído por seis volumes, onde aparecem notas mordentes e sarcásticas (que aliás é uma qualidade muito peculiar ao longo dos seus escritos).


Escreveu também uma grande série de crónicas e impressões e comentários diversos, que se distribuem por vários volumes: "Jornal de um vagabundo" - "Pas quina das", 1890; "Vida irónica", 1892; "À esquina", 1903; "Barbear, pentear", 1910.


Após a sua morte, ocorrida em 1911, foram editados os títulos: "Saibam quantos..." - Cartas e artigos políticos -, 1912; "Estâncias de arte e de saudade", 1921; "Figuras de destaque", 1924; "Actores e autores" - impressões de teatro -, 1925.


Os seus contos procuram apreender o lado mais impressionante da miséria ou do sofrimento, e o assunto, muitas vezes, são casos mórbidos. As inúmeras crónicas que escreveu são muitíssimo irregulares quanto ao mérito. Não podem, de forma alguma, ser comparadas com "As farpas", de Ramalho Ortigão.


Embora a sua escrita se paute pelo mordaz, ele era muito sensível à ternura: deixava-se embalar por sentimentos que se reflectem na sua obra, que é de uma beleza extraordinária. Tinha um conhecimento profundo da nossa língua; por isso, a enriqueceu grandemente, introduzindo-lhe novos e arrojados meios de construção, neologismos e nacionalização de termos expressivos.


Caracteriza-o um estilo vigoroso, muito exuberante e colorido.




Anónimo @ 00:46

Ter, 19/04/05

 

CADEIA DE LITERATURA
Recebido de Charlie, passo o desafio de dar continuidade a esta Cadeia de Literatura..
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficção?
Qual foi o último livro que compraste?
Qual o último livro que leste?
Que livros estás a ler?
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
E os vencedores são:


alvitrando
(http://alvitrando)
(mailto:jlopesguerreiro@sapo.pt)

Anónimo @ 13:19

Seg, 11/04/05

 

Bonita biografia de Fialho d'Almeida. Gostei de saber. Um beijinho e boa semana.grilinha
(http://grilinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:grila@netcabo.pt)

Anónimo @ 00:57

Sab, 09/04/05

 

n conhecia este autor, sinceramente. tb n me parece ser mt difundido. talvez kd tiver oportunidade me concentre em ler algo dele. 1abraço, fica bem[[]]custoias
(http://surfsopasdescanso.blogspot.com/)
(mailto:cuze@walla.com)

Anónimo @ 14:31

Sex, 08/04/05

 

"Quando eu dormia, minha mãe ia beijar-me, e de uma vez, acordando sob um desses beijos, que são como ninfas albas caídas no mármore de epidermes frias, voltei-me e disse enraivecido:

– Os homens não se beijam, apre!" - in O Ninho de Águia, de Fialho de AlmeidaCarlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)

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