Lumife @ 17:50

Seg, 04/04/05

Poema.jpg



Primeiro, ficar parado


durante um momento, de pé


ou sentado, numa sala ou mesmo


noutra dependência do lar.


Depois preparar


os olhos, as mãos, a memória


e outros utensílios indispensáveis. A seguir


começar a reunir


coisas, por ordem bem do interior


do coração e do pensamento:


a ternura dos avós, uma mancheia;


rostos de primos distantes, uma pitada;


sons de sinos ao longe, quanto baste;


a recordação duma rua, uns bocadinhos


um velho livro de quadradinhos


duas angústias mais tardias, alguns restos de azevias,


a lembrança de vizinhos ainda vivos mas ausentes


e de uns já passados.


Quatro beijos de seres amados ou de parentes


um cachecol de boa lã cinzenta aos quadrados


e um pouco de azeite puro e fresco


igual ao que a mãe usava noutro tempo saudoso.


Mexe-se bem, leva-se ao forno


e fica pronto e saboroso


– mesmo que, nostálgica, se solte uma pequena lágrima.




Anónimo @ 11:01

Qua, 06/04/05

 

Há quem diga que o Natal é todos os dias...Carlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)

Anónimo @ 10:05

Ter, 05/04/05

 

Oh homem que lembrança foi esta???? Natal a umas horas destas???...srsrsrssrrSofia
</a>
(mailto:ssofili@hotmail.com)

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