Lumife @ 01:17

Qua, 16/03/05

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Aspectos geográficos


Cidade do Baixo Alentejo, capital de distrito e sede de concelho. Beja constitui o centro de uma importante área agrícola.


O concelho de Beja abrange uma área de 1146,5 km2, situa-se no Baixo Alentejo, e está dividido em 18 freguesias: Albernoa, Baleizão, Beja (Salvador), Beja (Santa Maria da Feira), Beja (São João Baptista), Beja (Santiago Maior), Beringel, Cabeça Gorda, Mombeja, Nossa Senhora das Neves, Quintos, Salvada, Santa Clara de Louredo, Santa Vitória, S. Matias, S. Brissos, Trigaches e Trindade.

Em 2001 o concelho apresentava 35 762 habitantes.


O distrito de Beja ocupa a maior parte da província tradicional do Baixo Alentejo. Está limitado, a norte, pelo distrito de Évora; a leste pela Espanha; a sul pelo distrito de Faro; e, a oeste pelo oceano Atlântico e pelo distrito de Setúbal. Abrange uma área de 10 223 Km2 e compreende 14 concelhos: Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Odemira (actualmente integrado no Alentejo Litoral), Ourique, Serpa e Vidigueira.


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O relevo do distrito de Beja caracteriza-se por ser pouco acidentado e estar integrado na extensa planície alentejana ou peneplanície, interrompida por serras de fraca altitude, como a serra de Mendro (412 m), na parte setentrional, e os contrafortes das serras algarvias, no Sul.

Os principais rios que drenam o distrito são o Guadiana, o Sado e o Mira.



História e Monumentos


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A fundação da cidade é atribuída aos Celtas, 400 anos a. C.. Antes do domínio romano diz-se que esteve controlada pelos Cartagineses. Mas foi na época romana que começou a desempenhar um papel mais importante na região, recebendo, nessa altura, o nome "Pax Julia", em honra da pacificação da terra da Lusitânia. Beja foi tomada pelos Mouros em 715, que a chamaram de Baju. Após esta data, surge uma época atribulada de conquistas e reconquistas da cidade, até que no ano 1162 é reconquistada definitivamente, por Gonçalo Mendes da Maia, o "Lidador", no reinado de D. Afonso Henriques. Recebeu foral em 1524 e foi elevada a cidade em 1517. Foi repovoada por D. Afonso III, que reedificou a muralha romana, a qual tinha quarenta torres. Nessa muralha, o rei mandou abrir sete portas, que foram chamadas: Évora, Avis, Moura, Mértola, Aljustrel, Nossa Senhora dos Prazeres e Nova ou de S. Sezinando; destas portas saíam as estradas que conduziam às povoações correspondentes aos seus nomes.


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Dos monumentos bejenses salientam-se, para além do castelo, a Igreja de Santo Amaro (séc. V), da época dos Visigodos; a Igreja da Misericórdia, de estilo renascentista, mandada construir em 1550 por D. Luís, duque de Beja; a Igreja de Santa Maria (a mais antiga, e que tudo indica ter sido uma mesquita moura); a Igreja S. Salvador (séc. XIII); o Convento e a Igreja da Conceição, mandados construir por D. Fernando, pai de D. Manuel I, em 1459, com alguns traçados góticos; o Convento de São Francisco, que foi fundado em 1268 e adaptado a quartel em 1850, o que lhe modificou o traçado inicial; a Ermida de Santo André, construída no reinado de D. Sancho I, para comemoração da tomada da cidade aos Mouros; e o hospital e os Paços do Concelho, anexo aos quais se encontra o Museu Arqueológico. A sala de sessões dos Paços do Concelho é decorada com retratos de Júlio César, D. Sancho I, D. Afonso III, D. Manuel I, D. Maria II e outras personalidades. Estão igualmente representados os brasões de todos os concelhos do distrito.


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Tradições, Lendas e Curiosidades


Beja tem como feriado municipal a quinta-feira de Ascensão. Cada freguesia de Beja tem o orago correspondente à sua designação.


No concelho de Beja realizam-se anualmente as seguintes feiras: a feira anual Ovibeja, de 16 a 26 de Maio, dedicada à agro-pecuária e à maquinaria agrícola; as festas da cidade, no mês de Maio; a Feira de Agosto, do dia 9 ao dia 16; a Turisarte, de 25 a 27 de Outubro (feira dedicada ao turismo e ao artesanato); e, por fim, a Alentejo Alimentar, de 5 a 8 de Dezembro (Feira Gastronómica, que coincide com a Festa a Nossa Senhora da Conceição).
Nos restantes concelhos celebram-se a Festa de Santo António, a 13 de Junho; a Feira de Junho, no segundo domingo do mês, e a Festa de Santo António, a 12 de Junho, em Aljustrel; a Feira de Sto. Amaro, a 15 de Janeiro, as Comemorações do Foral, a 17 de Abril, e a Feira dos Passos, no quarto domingo da Quaresma, em Almodôvar; a Festa a Nossa Sra. da Assunção, no segundo domingo de Setembro, e a Feira dos Santos, a 1 e 2 de Novembro, em Alvito; as Festas de Agosto, de 23 a 31, e a Festa a Nossa Senhora da Conceição, de 8 a 24 de Dezembro, em Barrancos; a Festa a Nossa Senhora da Conceição, a 8 de Dezembro, e a Feira de Castro, no terceiro fim-de-semana de Outubro, em Castro Verde; a Fesat a Nossa Senhora da Conceição da Rocha, no último fim-de-semana de Agosto, a Feira anual, no primeiro fim-de-semana de Setembro, e as Festas da Páscoa, que incluem as procissões das velas e do Senhor dos Passos, em Cuba; a Feira Anual, no terceiro domingo de Setembro, e a Festa a Nossa Senhora da Assunção, a 8 de Dezembro, em Ferreira do Alentejo; a Festa de S. João, a 24 de Junho, e a Feira de S. Mateus, no último fim-de-semana de Setembro, em Mértola; a Festa a Nossa Senhora do Carmo, no terceiro fim de semana de Setembro, a Feira de Setembro, no segundo fim-de-semana, e a Olivomoura, em Moura; a Feira Nova de Outubro, de 1 a 5, em Odemira; a Festa a Santa Maria, a 15 de Agosto, e a Romaria da Senhora da Cola, no primeiro fim-de-semana de Setembro, em Ourique; a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, da sexta-feira da Paixão até à terça-feira seguinte, em Serpa; e, finalmente, a Festa a Nossa Senhora das Relíquias, na quinta-feira de Ascensão, e a Feira de S. Tiago, no segundo fim-de-semana de Julho, em Vidigueira.


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Os cantares alentejanos típicos deste distrito são melodias a duas vozes, sem acompanhamento de instrumentos e cantadas unicamente por homens. Na vila de Vidigueira, em Dezembro, em qualquer casa particular é comum ouvir-se "o canto do menino", que é um canto religioso diferente do canto alentejano, uma vez que tem carácter familiar.


Tradicionalmente, o traje do alentejano é constituído por: fato de lã escura, casaco curto, calça, peitilho branco sem gravata, cinta de lã, lenço ao pescoço e chapéu de feltro de aba larga. Às vezes usa-se uma samarra. Por sua vez, o traje da mulher alentejana é constituído por: saias rodadas de tecido de algodão claro, lenços coloridos na cabeça (amarrados sob o queixo), chapéu de feltro e grevas.


No concelho de Barrancos fala-se tradicionalmente um dialecto próprio - o barranquenho -, com grande influência castelhana. Nesta sede de concelho, nas festas de Agosto, existe a tradição da tourada com touros de morte (influência espanhola).


Há a tradição da fogueira de Natal nos dias da Festa da Nossa Senhora da Conceição (8 a 24 de Dezembro): apanha-se a lenha de 8 de Dezembro até 24 do mesmo mês. Neste último dia, à noite, chega-se fogo à lenha para "aquecer o Menino Jesus". A fogueira arde perto das portas abertas da igreja, ficando acesa durante a Missa do Galo e pela noite dentro, havendo confraternização e convívio entre as pessoas da vila, juntamente com os forasteiros.


No escudo da cidade de Beja existe a cabeça de um touro porque, segundo a lenda, nos tempos iniciais de Beja, existia por aqueles lados uma serpente monstro que a todos aterrorizava e matava. Um dia, alguém pensou envenenar um touro e pô-lo perto da serpente. Como esta o comeu, acabou por morrer.


Dizem que a cidade de Moura deve o nome a uma alcaidessa muçulmana chamada Salúquia. Esta estava prometida a Braffma, do castelo de Azmi. Ora, um dia, Braffma, quando se dirigia para ver a sua noiva, foi atacado por um grupo de soldados cristãos, que o mataram, com a sua comitiva. Os cristãos vestiram os trajes dos árabes, penetraram no castelo de Salúquia e conquistaram-no. Diz-se que Salúquia, para morrer em honra ou por desgosto, se atirou da torre do castelo. Desde então, a povoação ficou conhecida por Moura.



Economia


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O distrito de Beja é uma rica zona cerealífera, onde a cultura mais importante é o trigo. Na extensa charneca, para além da cultura dos cereais, destacam-se a produção de azeite, a extracção de cortiça e a criação de gado (ovinos, bovinos e suínos). O subsolo é rico em minérios, sobressaindo as minas de cobre e volfrâmio de Neves Corvo e as pirites de Aljustrel. Explora-se ainda a extracção do mármore e do granito. Só recentemente se começaram a aproveitar os encantos alentejanos para fins turísticos, sendo mais procuradas as praias desde Vila Nova de Milfontes até a alguns quilómetros do cabo Sardão e as terras do interior, que oferecem condições para a prática da caça, da pesca e de todos os desportos náuticos. O artesanato típico passa pelas peles e pela cestaria, pelas obras em madeira, em cortiça e em vime, pela cerâmica e pelos barros, pela latoaria, pelos cobres martelados, pelo ferro forjado, pelas rendas e pelas mantas.



Anónimo @ 19:59

Sex, 15/04/05

 

Olá, boa noite e... saúde!
Gostei de ler sobre Beja, mas tenho a apontar o seguinte problema: Beja nao deixou de ter o que afirma, porém, o museu arqueologico já nao existe na camara, tal como no século XIX - noticia que vinha e vem veiculada no GUIA DE PORTUGAL DE RAUL PROENÇA E MUITOS OUTROS, DO INICIO DO SÉCULO. A CAMARA ARDEU EM 23 DE JULHO DE 1947 E HOJE A REALIDADE É OUTRA, POIS, O MUSEU, MAIS DO ARQUELOGICO, TAMBÉM DE ARTE SACRA, AZULEJARIA, PINTURA, ETC., FUNCIONA NO QUE RESTA DO ANTIGO CONVENTO DA CAONCEIÇAO QUE HOJE É O MUSEU REGIONAL DE BEJA. Há também no seu traslado outros aspectos bastante imprecisos quanto a Beja, mas consulte uma obra recente e verá a diferença, ou, então, visite Beja com um guia e informaçao que nao defraudem a cidade. De resto, tudo bem, um abraço de leonel borrelaLEONEL BORRELA
</a>
(mailto:leonel.borrela@netvisao.pt)

Anónimo @ 22:42

Qui, 31/03/05

 

Olá! Sou estudante de turismo e estou a fazer um itinerário para Beja e Mértola. Por acaso não tens nenhuma foto das Portas de Mértola que possa incluir no meu power point?

obrigado

AndreiaAndreia
</a>
(mailto:funkyzinha@hotmail.com)

Anónimo @ 11:13

Ter, 22/03/05

 

Bem escrito!
Já agora: a fotografia aérea que encabeça o artigo é da autoria do signatário deste comentário.nikonman
(http://pracadarepublica.weblog.com.pt)
(mailto:joao.espinho@netvisao.pt)

Anónimo @ 10:18

Ter, 22/03/05

 

Os Micróbios tb se abatem... pela idade! :-)Carlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)

Anónimo @ 19:57

Qui, 17/03/05

 

O nosso país é lindo e o Alentejo tem caracteristicas e pessoas tão especiais. Adoreificar a conhecer melhor Beja. Que vai acontecer ao nosso País com esta seca??grilinha
(http://grilinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:grila@netcabo.pt)

Anónimo @ 16:09

Qui, 17/03/05

 

Bom trabalho!!! Parabéns!Sofia
</a>
(mailto:ssofili@hotmail.com)

Anónimo @ 22:35

Qua, 16/03/05

 

Estava a vedr que nunca mais nos mostravas uma capital alentejana... :-))Carlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)

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