Lumife @ 00:59

Qui, 10/02/05

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Na vasta planície os trigos não ceifados.

Ao longe oliveiras batidas pelo sol.

Tu serena caminhas para os soldados

com a ideia, para todos um farol.



A brisa não se levantara.

Ias armada apenas da razão.

Contigo os milhões que têm, fome

contigo o povo que não come e que ali cultiva o nosso pão.



O monstro empunhava as armas de aço.

Tu pedindo a paz serena caminhavas

levando um filho no colo outro no regaço.



As armas dispararam, tu tombaste.

Com teu sangue a terra foi regada.



E ali à luz do sol que tudo ardia

dava mais um passo a nossa caminhada.

Na boca da mulher assassinada

certeza da vitória nos sorria.



o sol que o teu sangue viu correr

que teus camaradas viu ali aflitos

ouvirá amanhã os nossos gritos

quando o novo dia amanhecer



Que nessa terra heróica - Baleizão -

onde se recolhe o trigo branco e loiro

teu nome gravado em letras de oiro

tem já cada um no coração






Anónimo @ 11:48

Qui, 10/02/05

 

"(...)
Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro

Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste

E a busca da justiça continua"

- Sophia de Mello Breyner, "Catarina Eufémia"Carlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)

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