Lumife @ 22:22

Qui, 03/06/04

"O Coro de Câmara de Beja é um grupo coral que tem como objectivo o estudo



e a divulgação da musica coral e instrumental ... "




Foi fundado em 1981 e ....



visite o seu site : http:/corocamara.home.sapo.pt





Lumife @ 22:15

Qui, 03/06/04

castelo.jpg







Passam, vergados à escravidão milenária



De homens-bestas de carga de outros homens,



Baços os olhos que não colhem flores,



Resignados os olhos sem clarões de estrelas,



Exaustos ...






E há crianças de ventres túmidos



À espera que lhes acendam



Rosas nas faces,



Sóis no olhar.





É PRECISO QUE A PRODUTIVIDADE AUMENTE !
- Lêem homens de gelo em números de gelo.






Curvam-se mais os dorsos castigados,



Marcam mais fundo as trôpegas passadas



E os olhos que nunca sentiram o cheiro das flores



Nem se ampararam do calor das estrelas,



Quedam baços, resignados, extáticos ...






Para quando a Aurora laivada de fogo,



Para quando a Hiroshima da esperança,



De consciências despertas,



De rosas acendidas,



De astros desabrochados,



De gelos feitos prantos de remorso ?





*




(Escritos da Juventude ... e Outros)




Lumife @ 20:48

Qui, 03/06/04



"Tem de ir ao coração do Alentejo, "planície plena de força primitiva", quem quiser



conhecer uma das mais genuínas e curiosas manifestações do génio do nosso povo:



as canções corais que os rudes trabalhadores do campo cantam com uma admirável



musicalidade nata e a compenetração de quem cumpre um velho ritual. É vê-los con-



centrados, os braços cerrados uns nos outros e numa cadência suave do corpo, for-



marem os seus grupos. Uma voz entoa a melodia: canta sòzinha os primeiros com-



passos; em geral, outra lhe dá uma réplica e logo as restantes se lhe juntam, numa



harmonização instintiva."



*


(Transcrito, com a devida vénia, de www.orfeão.up.pt)




Lumife @ 19:08

Qui, 03/06/04

building380x210.jpg






Aos pés rojado branco casario



(Vassalo fiel, cega dependência!),



Vaidoso de si, da sua imponência,



Ergue o corpo aos céus, como em desafio.





*


As fendidas torres não perdem o brio,



Como revivendo antiga opulência.



A hera, porém, vê sua impotência



E trepa às ameias, tão velhas, no fio.




*


Melhores anos viu que os que vê agora...



E o velho castelo de tristeza chora



Na noite que abraça a vila que sonha.




*


De dia agiganta, julga-se senhor,



Mas, mal que se foi do Sol o fulgor,



Às trevas revela a sua vergonha.




*


(Escritos da Juventude... e Outros , do meu querido irmão António)



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