Lumife @ 13:08

Qui, 28/10/04

letonia.jpg



.



"as coincidências entre as duas regiões onde as respectivas localidades estão localizadas - O Alentejo é uma das regiões mais desfavorecidas e com maior défice populacional de Portugal e a localidade de Beja na Letónia está situada numa região administrativa (Alüksnes rajons) que com cerca de 26.418 habitantes é a segunda região com maior défice populacional do país".




Lumife @ 19:48

Qua, 27/10/04

tunisia.gif



.



Beja, El Kef, Hammamet, Sfax, Gabés e Djerba, a maior ilha da Tunísia e onde convivem pacificamente as minorias étnicas e religiosas, são pontos obrigatórios de visita.




Lumife @ 20:27

Seg, 25/10/04

map26.jpg



.



Os bejas são uma tribo de quase um milhão de pessoas que habitam a região há


mais de 4.000 anos e seu território cobre cerca de 160.000 km² e pequenas fatias


do Egipto e Eritreia e representam o maior grupo étnico não árabe entre o Rio Nilo


e o Mar Vermelho. São por tradição pastores de ovelhas e se declaram descendentes


do neto de Noé Cuxe (filho de Cam) e se dividem em clãs. São hospitaleiros geral-


mente demonstrando gentileza com os outros clãs mas não são amigáveis com

estrangeiros às vezes se tornando distantes, ariscos, agressivos e prontos para


guerrear.



Os bejas de forma geral não são muçulmanos devotos mas possuem um “islamismo

popular” que é uma mistura da fé islâmica com suas crenças tradicionais. As orações


da maioria do povo são rotineiras e quase sempre não são compreendidas nem por


eles mesmos.



Sómente de há três anos para cá se tomou conhecimento de um trabalho cristão entre


os bejas. Duas agências missionárias estão direccionando seus esforços para levar o

Evangelho a este grupo mas não se conhece ainda nenhum cristão beja.








Lumife @ 00:38

Sab, 23/10/04

Avaria poderá ser solucionada até final do ano


Comportas avariadas comprometem caudal ecológico na Ribeira de Alvito



Lopes Guerreiro denuncia problemas no caudal ecológico da ribeira de Alvito/Odivelas, devido à inexistência de descargas de água da albufeira de Alvito para a de Odivelas.



O Instituto da Água, INAG, não procedeu, este Verão, à descarga de água da albufeira de Alvito para a albufeira de Odivelas, “conforme determina a legislação aplicável”. A denúncia é feita pelo vereador da CDU na Câmara Municipal de Alvito, Lopes Guerreiro, que diz ainda que desta forma a ribeira de Alvito/Odivelas, o troço entre as duas albufeiras, “ficou sem o caudal ecológico necessário à manutenção da vida, tendo secado, incluindo os seus pegos”, e que quando chover “a água da chuva vai arrastar tudo o que se acumulou no leito da ribeira e sujar a água da albufeira de Odivelas”.


Em declarações ao “Diário do Alentejo”, o chefe de divisão de estudos e projectos do INAG, António Miranda, explica que tal se deveu ao facto “dos equipamentos de descarga de fundo estarem inoperacionais” e que até ao final do ano, princípios do próximo, caso o presidente do INAG aprove “o ajuste directo à empresa que forneceu os equipamentos”, a avaria será solucionada. “Se não puder ser por ajuste directo, o processo é mais complicado”, diz o responsável, adiantando que a inexistência dessa transferência de água actualmente não levanta prejuízos dado “que a rega já acabou” e já se iniciou o “ano hidrológico”.


Quanto a consequências ambientais, nomeadamente na ribeira de Alvito/Odivelas, Raul Caixinhas, chefe de divisão de estudos e avaliação do INAG, esclarece que as descargas que têm sido feitas “normalmente são feitas não tendo em conta as necessidades dos sistemas ecológicos e do caudal ecológico [caudal mínimo necessário a manter no curso de água a jusante de um aproveitamento hidráulico que permita assegurar a conservação e protecção dos ecossistemas] mas sobretudo tendo em conta fins humanos”, como a rega, pelo que, adianta, “uma descarga não consegue resolver o problema do caudal ecológico”. “Pode dizer-se é que há um défice de caudal e isso tem a ver com o facto de serem barragens antigas, tem a ver com obras que foram feitas ainda quando não se pensava nem se dava grande importância às questões ecológicas e dava-se mais importância às necessidades e aos aspectos humanos. Nesse sentido podemos dizer que as descargas que têm vindo a ser feitas todos os anos não vinham resolver grande coisa, muito embora pudessem minorar alguns aspectos, digamos as necessidades de água que os vários ecossistemas precisam”.


Com a integração das barragens de Alvito e Odivelas “no sistema hidráulico do subsistema de Alqueva”, a questão do caudal ecológico passará, adianta o responsável, a ser considerada: “Parte de água tem que ser reservada para garantir os regimes ecológicos, e com isso as necessidades da biótica, mais do que as humanas. Realmente há um défice, sempre houve, e estamos a tentar, quer o INAG, quer a comissão de acompanhamento da infra-estrutura de Alqueva do ponto de vista ambiental, que isso seja superado”, diz o responsável.



Questão do caudal ecológico


“deve ser sempre salvaguardada”


José Paulo Martins, da Quercus, apesar de desconhecer a situação actual da ribeira de Alvito/Odivelas, entende que a questão do caudal ecológico “deve ser sempre salvaguardada em qualquer linha de água”. “Não fico muito admirado pelo facto do caudal ecológico não ser considerado, porque em muitas destas situações, esse aspecto, se não houver alguém a pressionar, não é muito considerado”, adianta o ambientalista, apontando, em termos genéricos, algumas consequências do défice de caudal ecológico: “Cada linha de água tem determinadas condições e se durante uma determinada época do ano for próprio dessa linha de água manter pegos, onde os peixes por exemplo fazem a desova, se não houver essa água corrente ou se os próprios pegos secarem vai ter influência, ou são espécies diferentes que se adaptam a essa zona ou desaparecem mesmo algumas espécies que são próprias. Depois os rios, em termos de caudal natural, sofrem enchentes e as enchentes podem ser importantes para o arrastamento de detritos, tudo isso faz parte do ciclo natural. Se a própria natureza não consegue fazer isso porque as barragens o impedem, tem que haver descargas que façam limpezas, que mantenham alguma coisa do que era natural, os tais pegos para que algumas espécies não desapareçam”. José Paulo Martins realça ainda que “há toda uma dinâmica das próprias espécies vegetais que se fixam nas margens que dependem também de onde é que a água chega ou não. A formação por vezes de pequenas lagunas laterais também é importante para as aves se alimentarem”.



.


(in Diário do Alentejo)




Lumife @ 23:34

Seg, 18/10/04

images.jpg



Somos as aves do Sul



Procurando um novo rumo



Saindo da nossa terra



Indo embora daqui



Acabamos por voltar



Um dia mais tarde



Por vezes tarde demais



Gastamos lá longe a vida



E não há duas vidas iguais




.


CHÃO



.



O campo entra pela casa



Como se a casa



De chão de terra batida



Do campo fizesse parte



E faz



A casa é recorte



No campo



Só as parede brancas



Separam um de outro chão




.



T E R R A




.



Parece que saíram de mim



Estas espigas



Tão quentes se me apresentam



Tão quentes se me oferecem



Estas papoilas



Do ventre desta terra



Quente e doce



Altivos sobreiros



Oliveiras prenhes de azeite



Que nos alimenta e alumia



Vida que a terra nos dá ...




.


(Três trabalhos de Belmira Besugo in " Alentejo Até Aqui "




Lumife @ 17:06

Sab, 16/10/04

vnbaroni.jpg

.


Freguesia do concelho de Alvito.


Inicialmente o seu nome foi de "Vila Nova de a par de Alvito" e depois "Vila Nova de

Alvito" passando em 1708 para o actual nome de Vila Nova da Baronia. De 1708


a 1836 teve a categoria de concelho passando depois para o concelho de Alvito.


O pelourinho colocado na Praça da República e classificado de Monumento Nacional


recorda os 128 anos de concelho.


As Igrejas de Nossa Senhora da Conceição e da Misericórdia, o Santuário de São


Neutel e as ruínas das Ermidas de Santo António e São Pedro são locais obrigató-


rios de visita.




Lumife @ 17:04

Sex, 15/10/04

tartaruga.jpg



.


A sabedoria popular é demais.






.


Enquanto suturava uma laceração na mão de um velho lavrador (ferido por um caco

de vidro indevidamente deitado na terra), o médico e o doente começaram a


conversar sobre o Santana Lopes.



E o velhinho disse:



- Bom, o senhor sabe...o Santana é uma tartaruga num poste...



Sem saber o que o camponês queria dizer, o médico perguntou o que era uma

tartaruga num poste. A resposta foi:



- É quando o senhor vai por uma estradinha e vê um poste da vedação de arame

farpado com uma tartaruga equilibrando-se em cima dele. Isso é uma tartaruga num poste...



O velho camponês olhou para a cara de espanto do médico e continuou com a explicação:

- Você não entende como ela chegou lá;


- Você não acredita que ela esteja lá;


- Você sabe que ela não subiu lá sozinha;


- Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;


- Você sabe que ela não vai conseguir fazer absolutamente nada enquanto


estiver lá;


- Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá!




Lumife @ 14:00

Qua, 13/10/04

beja8.jpg



.



Beja, Pax Julia, encontra-se numa região que foi fortemente romanizada. Deverá ter


sido criada na época de Júlio César e o seu nome está ligado ao desejo dos


governantes romanos de pacificarem o sul do actual território português. Foi em Beja


que Júlio César firmou um tratado de paz com os lusitanos. Os vestígios desses tem-


pos são quase inexistentes. Supôe-se ter sido cercada por muralhas onde se abriam


várias portas como a porta de Évora, a porta de Mértola. Terá havido também um


fórum na zona hoje ocupada pelo Largo dos Prazeres e o Convento da Conceição. Em


1939 descobriram-se ruinas de um templo semelhante ao de Évora. Na época de


Augusto era uma das duas cidades que podia cunhar moeda. A outra era Évora.


Na prática, Beja, era a capital do sul de Portugal. O abastecimento de água era feito


por aqueduto de que ainda há vestígios. Em 715 a cidade caíu no poder dos mouros.


Treze vezes alternou de senhor. Cada mudança era uma onda de sangue e de morte.


Só em 1232, no tempo de D. Sancho II, entrou definitivamente na posse cristã.


Começou a sua reconstrução.Em 1253 D Afonso III reedificou as muralhas e concedeu


foral. D. Diniz mandou construir a soberba Torre de Menagem.


Beja apoiou de imediato o Mestre de Avis e o povo assumiu o governo da vila.




Lumife @ 21:42

Seg, 11/10/04

raulDeCarvalho.jpgIlustração de Vasco



.


De cerejas brancas, de estrelas vermelhas de lábios azuis,


Era a tua voz. Doce, docemente. Inocentemente.


Dizia palavras, dizia palavras... Alucinações.


Monstros e promessas. Magia, segredo. Artes do Diabo.


*


Reflexos tristes da luz que nos foge, da luz que anda à solta e nos deixa presos.


*


Ouço a tua voz chamando, chamando...


Ah! nenhum de nós somos os culpados!


*


Docemente extinta. Inocentemente.


Um círculo da Lua rodeia teus braços,


Um raio de Sol te dirige os passos.


É a tua voz! de menino e moço!


*


Ah! quanta ternura tem a tua voz,


Quanto beijo que jamais fora dado,


Quanta linda festa que logo interrompida,


Quanto abraço que desejaste dar ...


*


Ouço a tua voz. É som ou desmaio?


É quebranto? É música? Sai do coração?


Ouço a tua voz, que respeita e ama,


Como irmão mais novo a irmão mais velho.


*


Diz-me que é inútil. Que essa tua voz


Não é verdadeira, porque sofrerás...


Embora me tragas, sem eu saber como,


Alguma alegria, um pouco de paz!


*


Queira Deus que tu, irmão meu, encontres


Alguém que ao ouvi-la, quando estiveres só,


Te ame e compreenda, te ouça e adormeça,


Te afirme que tens um lugar no Mundo ...



*


RAUL DE CARVALHO-Poeta-Natural de Alvito




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