Lumife @ 00:34

Sab, 26/02/05

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Aspectos Geográficos


O concelho de Ourique, do distrito de Beja, ocupa uma área de 664,5 km2 e abrange seis freguesias: Conceição; Garvão; Ourique; Panóias; Santa Luzia e Santana da Serra.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, a nordeste por Aljustrel, a este por Castro Verde e a oeste por Odemira.
Este concelho apresentava, em 2001, um total de 6199 habitantes.

Possui um clima mediterrânico, com um período seco de 80 a 100 dias, durante o Verão, em que a temperatura média varia entre os 26 °C e os 29 °C. No Inverno, as temperaturas são relativamente baixas.

A sua morfologia é marcada pela serra de Ouro Velho (243 metros) e pela serra da Vigia (393 metros).

Dos recursos hídricos, referem-se o rio Mira, o rio Sado, a ribeira de Mora e a ribeira dos Aivados.



História e Monumentos


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Nas terras deste concelho existem vestígios pré-históricos, como antas, a necrópole da Atalaia (do final da época do bronze) e o castro da Cola, lusitano-romano.

A designação de Campus de Ourique dever-se-á ao facto de estas terras corresponderem a um vastíssimo território que abrangia grande parte do actual Baixo Alentejo.


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Foi palco da célebre Batalha de Ourique, a 25 de Julho de 1139 e, em 1265, D. Afonso III doou estas terras à Ordem do Santo Sepulcro.

Recebeu foral em 1290, por D. Dinis.


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A nível do património arquitectónico, destacam-se o castro da Cola, que tem como centro a fortificação islâmica, sendo o parque constituído por 23 estações arqueológicas, abrangendo um espaço cronológico contínuo desde o Neolítico até à Idade Média.
Destacam-se alguns monumentos megalíticos, vestígios de povoados calcolíticos e necrópoles das idades do Bronze e do Ferro.


Destaca-se, ainda, o Santuário de Nossa Senhora da Cola, do século XVII, que celebra a Natividade de Nossa Senhora e é alvo de grande devoção popular por parte do povo do Baixo Alentejo. A sua construção veio substituir a imagem primitiva, do século XIV, existindo uma em talha dourada, do século XVII. Este local, além de ser muito concorrido por peregrinos, tem a atracção arqueológica do Castro da Cola.


Existe ainda a igreja paroquial e o Hospital da Misericórdia, também do século XVII.


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Tradições, Lendas e Curiosidades


Abundam as manifestações populares e culturais no concelho, sendo de destacar a festa de Santa Ana, realizada a 26 de Julho, as festas tradicionais de Verão, no terceiro fim-de-semana de Agosto, o mercado mensal, que ocorre no dia 12 de cada mês, a festa de Santa Maria, realizada a 15 de Agosto, e a festa de Nossa Senhora da Cola, cuja principal romaria se realiza a 7 e 8 de Setembro, embora no mês de Maio também se efectuem diversas manifestações religiosas, mas sem data fixa. A sua capela, além de ser muito concorrida por peregrinos, tem a atracção arqueológica do Castro da Cola.


No artesanato são de referir os trabalhos de tecelagem, os trabalhos em barro, as rendas, os bordados e os trabalhos em madeira e cortiça.


Como curiosidade pode-se referir que Campos de Ourique designava um vasto território que abrangia grande parte do actual Baixo Alentejo. Nesse local, segundo diz a lenda, Cristo apareceu a D. Afonso Henriques na véspera da Batalha de Ourique, na qual o rei português venceu e matou cinco reis mouros.


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Economia


No concelho predominam as actividades relacionadas com o sector primário, seguidas do secundário, ligadas às indústrias da exploração florestal, da destilação de aguardente de medronho, da panificação, da carpintaria, da serralharia, indústria hoteleira e construção civil.

No sector terciário os serviços e o comércio surgem ligados à hotelaria e ao turismo.

A agricultura regista ainda uma importância bastante significativa, com uma área agrícola que ocupa cerca de 23% do território concelhio, destacando-se os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, culturas industriais, pousio, olival, prados e pastagens permanentes.

A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de ovinos, aves e suínos.

Cerca de 4415 ha do seu território correspondem a área florestal.




Lumife @ 15:53

Seg, 21/02/05

Odemira Rio Mira.jpg




Aspectos Geográficos


O concelho de Odemira, do distrito de Beja, ocupa uma área de 1721,5 km2 e abrange 17 freguesias: Colos; Relíquias; Sabóia; Santa Clara-a-Velha; Santa Maria; São Luís; São Martinho das Amoreiras; São Salvador; São Teotónio; Vale de Santiago; Vila Nova de Milfontes; Pereira-Gare, Bicos; Zambujeira do Mar e Luzianes-Gare.

O concelho encontra-se limitado a norte pelos concelhos de por Sines e Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, a este por Ourique, a sul por Aljezur e Monchique, no distrito de Faro, e a oeste pelo oceano Atlântico.

Este concelho apresentava, em 2001, um total de 26 106 habitantes.

Possui um clima mediterrânico, com um período seco de 80 a 100 dias, durante o Verão, em que a temperatura média varia entre os 23 °C e os 29 °C. No Inverno, as temperaturas são amenas. Existem algumas diferenças climáticas entre o litoral e o interior do concelho.

A sua morfologia é marcada pela serra da Brejeira (478 m) e pela Pedra da Foz.
Dos recursos hídricos, referência para o rio Mira, a ribeira de Campilhas, a albufeira de Santa Clara e toda a área de costa banhada pelo Atlântico, como a Praia da Zambujeira e de Vila Nova de Milfontes, onde desagua o rio Mira.

As terras deste concelho estão abrangidas pelo Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, que inclui o litoral dos concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo. É uma zona de importantes valores naturais, paisagísticos, geológicos, geomorfológicos, florísticos e faunísticos, património arquitectónico, histórico ou tradicional e arqueológico.


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História e Monumentos


O povoamento deste concelho é bastante remoto, anterior aos Romanos, devido à situação estratégica destas terras, no vale do rio Mira, que seria uma via importante de entrada no interior do Alentejo.

Em 1166, o território concelhio foi conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques e, a 28 de Março de 1256, D. Afonso III outorgou-lhe foral, que foi renovado por D. Manuel, a 5 de Setembro de 1510.

A nível do património arquitectónico, destaca-se o Forte de Milfontes, cuja construção foi proposta por Massai (séculos XVI-XVII). Do seu pedestal rochoso o forte abre sobre ponte levadiça, o fosso encheu-se de flores, as heras trepam muralhas e o interior surge como um paço senhorial. Destaca-se também o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, que é a padroeira do concelho, com grande devoção popular na região. A capela fica localizada num adro com coreto e foi restaurada em 1993. No seu interior existe uma imagem de Nossa Senhora com o Menino ao colo.


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Aspectos Geográficos<p>
O concelho de Odemira, do distrito de Beja, ocupa uma área de 1721,5 km2 e abrange 17 freguesias: Colos; Relíquias; Sabóia; Santa Clara-a-Velha; Santa Maria; São Luís; São Martinho das Amoreiras; São Salvador; São Teotónio; Vale de Santiago; Vila Nova de Milfontes; Pereira-Gare, Bicos; Zambujeira do Mar e Luzianes-Gare.<br>
O concelho encontra-se limitado a norte pelos concelhos de por Sines e Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, a este por Ourique, a sul por Aljezur e Monchique, no distrito de Faro, e a oeste pelo oceano Atlântico.<br>
Este concelho apresentava, em 2001, um total de 26 106 habitantes.<br>
Possui um clima mediterrânico, com um período seco de 80 a 100 dias, durante o Verão, em que a temperatura média varia entre os 23 °C e os 29 °C. No Inverno, as temperaturas são amenas. Existem algumas diferenças climáticas entre o litoral e o interior do concelho.<br>
A sua morfologia é marcada pela serra da Brejeira (478 m) e pela Pedra da Foz.
Dos recursos hídricos, referência para o rio Mira, a ribeira de Campilhas, a albufeira de Santa Clara e toda a área de costa banhada pelo Atlântico, como a Praia da Zambujeira e de Vila Nova de Milfontes, onde desagua o rio Mira.<br>
As terras deste concelho estão abrangidas pelo Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, que inclui o litoral dos concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo. É uma zona de importantes valores naturais, paisagísticos, geológicos, geomorfológicos, florísticos e faunísticos, património arquitectónico, histórico ou tradicional e arqueológico.<p>
<img alt="Forte-VN MF.jpg" src="http://beja.blogs.sapo.pt/arquivo/Forte-VN MF.jpg" width="310" height="212" border="0" /><p>

História e Monumentos<p>
O povoamento deste concelho é bastante remoto, anterior aos Romanos, devido à situação estratégica destas terras, no vale do rio Mira, que seria uma via importante de entrada no interior do Alentejo.<br>
Em 1166, o território concelhio foi conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques e, a 28 de Março de 1256, D. Afonso III outorgou-lhe foral, que foi renovado por D. Manuel, a 5 de Setembro de 1510.<br>
A nível do património arquitectónico, destaca-se o Forte de Milfontes, cuja construção foi proposta por Massai (séculos XVI-XVII). Do seu pedestal rochoso o forte abre sobre ponte levadiça, o fosso encheu-se de flores, as heras trepam muralhas e o interior surge como um paço senhorial. Destaca-se também o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, que é a padroeira do concelho, com grande devoção popular na região. A capela fica localizada num adro com coreto e foi restaurada em 1993. No seu interior existe uma imagem de Nossa Senhora com o Menino ao colo.<p>
<img alt="Odemira.jpg" src="http://beja.blogs.sapo.pt/arquivo/Odemira.jpg" width="239" height="356" border="0" /<p>

Tradições, Lendas e Curiosidades<p>
São muitas as manifestações populares e culturais no concelho, sendo de destacar a festa da padroeira, cuja data de realização é móvel, entre 10 e 20 de Agosto, merecendo referência a sua procissão fluvial. A festa de Santa Bárbara, que ocorre no segundo domingo de Outubro, as feiras anuais, que decorrem no 1.° de Maio e a 7 de Agosto, o festival de mastros, realizado de 12 a 29 de Junho, a feira anual de actividades económicas, que decorre na terceira semana de Julho, o mercado mensal, na primeira segunda-feira de cada mês, e a festa de Nossa Senhora da Piedade, nos dias 7 e 8 de Setembro, cuja romaria é animada com bandas, fogo-de-artifício e espectáculos musicais.
No artesanato são de referir os trabalhos de cestaria em verga e cana, olaria, tapeçaria, trabalhos pintados em pedra, carvoaria e rendas e bordados.<p>
<img alt="Zambugeira Mar.jpg" src="http://beja.blogs.sapo.pt/arquivo/Zambugeira Mar.jpg" width="348" height="346" border="0" /><p>

Economia<p>
No concelho predominam as actividades ligadas ao sector terciário, nas áreas de hotelaria e turismo, seguido do secundário, com a indústria de construção civil, a de mobiliário, de serração de madeiras, a metalomecânica, a de cerâmica e a panificação.<br>
A agricultura tem ainda alguma importância, pois quase 49% do seu território corresponde a superfície dedicada à prática da actividade agrícola, destacando-se os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, culturas industriais, pousio, olival, prados e pastagens permanentes.<br>
A pecuária mantém algum valor nomeadamente na criação de ovinos, bovinos e aves.
Cerca de 16 655 ha do seu território correspondem a área coberta de floresta.<p>

<img alt="odemira-windmill.jpg" src="http://beja.blogs.sapo.pt/arquivo/odemira-windmill.jpg" width="210" height="240" border="0" />





Lumife @ 23:54

Qua, 16/02/05

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Aspectos Geográficos


O concelho de Moura, do distrito de Beja, ocupa uma área de 958,7 km2 e abrange oito freguesias: Amareleja; Póvoa de São Miguel; Safara; Santo Agostinho; Santo Aleixo da Restauração; Santo Amador; São João Baptista e Sobral da Adiça.

O concelho encontra-se limitado a norte por Mourão e Reguengos de Monsarraz, no distrito de Évora, a este por Espanha e Barrancos, a sudoeste por Serpa e a oeste por Vidigueira.
Este concelho apresentava, em 2001, um total de 16 590 habitantes.

Possui um clima mediterrânico, com um período seco de 80 a 100 dias, durante o Verão, em que a temperatura média varia entre os 26 °C e os 29 °C. No Inverno, as temperaturas são relativamente moderadas.

Como recursos hídricos, pode-se referir a ribeira de Murtigão, a ribeira de Toutalga, a ribeira de Vale de Chouriços, o rio Guadiana e o rio Ardila.

A morfologia concelhia é marcada pela serra da Adiça (520 m), da Atalaia Gorda (276 m) e o Rodeio de Touro (535 m).


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História e Monumentos


Encontram-se nestas terras testemunhos da existência de uma povoação muito antiga, como sejam as antas do Neolítico e as necrópoles romanas em Sobral da Adiça.

Em 1166, foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, ficando só a toponímia da freguesia como referência do domínio árabe.

Foi-lhe outorgado foral a 9 de Dezembro de 1295, por D. Dinis, que teve também a iniciativa de restaurar o castelo, praticamente destruído depois das guerras contra os sarracenos.

O foral foi renovado em 1296 e 1315. E, em 1512, D. Manuel I concedeu a Moura foral novo.

A nível do património arquitectónico, por ser uma área de fronteira, destacam-se as atalaias, nomeadamente a Atalaia Magra, também conhecida por Atalaia da Cabeça Magra, que é constituída por uma torre redonda que se encontra semiarruinada.
De realçar, também o Castelo de Moura, localizado sobre uma elevação calcária, do qual sobressai a torre de menagem, dionisina, impondo-se pelo seu volume. Voltado a sudeste existe um portal de entrada em cotovelo e túnel abobadado. Ainda existem as ruínas do convento e igreja.


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Por último, destaque para o Santuário de Nossa Senhora do Carmo, de 1521, que conserva vestígios de arquitectura gótica e renascença, sendo uma igreja de três naves, do século XIV, enquadrada no antigo convento. Este monumento reveste-se de importância histórica, dado que foi em Moura que se fixaram em Portugal pela primeira vez os Carmelitas e com eles a devoção a Nossa Senhora do Carmo. O templo foi construído no reinado de D. Afonso III para albergar a Ordem.


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Tradições, Lendas e Curiosidades


As manifestações populares e culturais abundam no concelho, sendo de destacar a festa de S. Miguel, que decorre de 28 a 30 de Setembro, a feira anual, realizada a 8 de Setembro, a festa dos Santos Populares e de S. João, no dia 24 de Junho, que coincide com o feriado municipal, o mercado mensal, no segundo domingo de cada mês, e a romaria de Nossa Senhora do Carmo, no terceiro domingo de Setembro, na qual se realizam procissões.

No artesanato são de referir as cadeiras de buinho, cestos em verga, ferraria, sapataria manual, rendas e bordados.

Como personalidade notável e natural do concelho destaca-se Baltasar Limpo (1478-1558), que foi bispo do Porto, ficou notável no Concílio de Trento e a partir de 1550 foi arcebispo de Braga.

Como curiosidade, será de referir que, segundo a lenda, o topónimo deve-se à celebrizada moura Salúquia, filha do chefe Buaçou, que foi governadora destas terras e se imortalizou depois dos ataques cristãos a derrubarem.

Como instalação cultural, destaca-se o Museu Árabe, que está instalado no Bairro da Mouraria e que foi inaugurado em 1983.



Economia


No concelho predominam as actividades ligadas aos sectores primário e secundário, na área da indústria de lacticínios, de panificação, de serralharia civil, de construção civil, de carpintaria e indústria de enchidos.

A importância da agricultura é confirmada pelo facto de 54% dos terrenos concelhios corresponderem a área agrícola, destacando-se os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, culturas industriais, pousio, olival, prados e pastagens permanentes.

A pecuária regista também alguma importância, nomeadamente na criação de ovinos, bovinos e aves.

Cerca de 7351 ha do seu território correspondem a área coberta de floresta.






Lumife @ 17:21

Sex, 11/02/05

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Aspectos Geográficos


O concelho de Mértola, do distrito de Beja, ocupa uma área de 1292,7 km2 e abrange nove freguesias: Alcaria Ruiva; Corte do Pinto; Espírito Santo; Mértola; Santana de Cambas; São João dos Caldeireiros; São Miguel do Pinheiro; São Pedro de Solis e São Sebastião dos Carros.

O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Beja e Serpa, a este por Espanha, a sul por Alcoutim, no distrito de Faro e a oeste por Castro Verde e Almodovar.
Este concelho apresentava, em 2001, um total de 8712 habitantes.

Possui um tipo de clima mediterrânico, com um período seco de 80 a 100 dias, durante o Verão, em que a temperatura média varia entre os 26 °C e os 29 °C. No Inverno, as temperaturas são relativamente moderadas.

A sua morfologia é marcada pela serra de Mértola (192 m), a serra de Alcaria Ruiva (370 m), a serra de São Baiol (255 m) e a serra de Alvares (310 m).

Dos recursos hídricos, referência para o rio Chança, o rio Guadiana, a ribeira de Carreiras e a ribeira Alvacar.

As terras deste concelho estão abrangidas pelo Parque Natural do Vale do Guadiana, que tem um elevado interesse faunístico, florístico, geomorfológico, paisagístico e histórico-cultural. De realçar também o rio Guadiana, o Pulo do Lobo, o Centro Histórico de Mértola, a mina de S. Domingos, o Podarão e os moinhos de água e de vento.


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História e Monumentos


Nas terras deste concelho existem vestígios de Mértola ter sido um entreposto comercial importante na época dos Fenícios, Cartagineses, Romanos e Árabes, devido à existência de via fluvial e terrestre com ligação ao Sul da península.

A toponímia seria Myrtilis, na época romana, passando a ser posteriormente Mértola.
Os Árabes deixaram uma fortaleza, posteriormente ocupada pelos cristãos, e uma mesquita, que veio a ser transformada em igreja paroquial da sede do concelho.
Em 1238, D. Sancho II conquista Mértola aos mouros, doando a vila à Ordem de Sant'Iago para esta a repovoar.

No século XIII, iniciou-se o povoamento definitivo destas terras, facto comprovado pelos achados arqueológicos dessa época. Em Alcaria Longa existem diversos testemunhos da presença de comunidades pastoris.

Recebeu novo foral em 1512, por D. Manuel.

No século XIX e ainda no século XX, a economia de Mértola dependia muito da exploração das minas de S. Domingos, que se transformaram num grande centro de extracção de pirite cúprica.



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A nível do património arquitectónico, são de realçar o Campo Arqueológico de Mértola, que apresenta um vasto programa museológico, sendo Mértola considerada uma vila-museu com diferentes áreas de intervenção e investigação, organizadas em três núcleos: o Núcleo Romano, o Núcleo Visigótico, que inclui uma basílica cristã, e o Núcleo Islâmico, onde se pode ver uma das melhores colecções portuguesas de arte islâmica (cerâmica, numismática e joalharia).

De destaque ainda é o Castelo de Mértola, medieval, que culmina no morro com duas torres - a torre de menagem, que foi construída em 1292 pelo primeiro Mestre da Ordem de Sant'Iago. Existem alguns torreões amparando muralhas, em grande parte obra de mouros, mas com muita silharia romana. Referência também para a Igreja de Nossa Senhora da Anunciação, matriz de Mértola, dos séculos XI-XIII e que sofreu alterações no século XVI, em estilo manuelino e renascentista.

Destaca-se ainda o Santuário de Nossa Senhora de Aracelis ou Araceles e o património mineiro, como o porto de escoamento do Pomarão, o bairro dos mineiros e as suas infra-estruturas, que constituem marcos importantes da época de exploração mineira.



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Tradições, Lendas e Curiosidades


O concelho é fértil em manifestações populares e culturais, sendo de destacar a festa de S. João, realizada a 24 de Junho, a festa dos Passos, no Domingo de Ramos, a Feira mensal, que decorre na primeira quinta-feira de cada mês, a feira de Abril, no último domingo de Abril, e a Feira de S. Mateus, realizada no último domingo de Setembro.
No artesanato são típicos os trabalhos de tecelagem de manta de farrapos, de linho, de olaria, as miniaturas de madeira e a ourivesaria.

Como instalação cultural, merece referência o Museu Arqueológico de Mértola. Este museu está organizado em diversos núcleos, consoante os períodos dos achados:
1. Núcleo Romano (Edifício da Câmara Municipal). Achados arqueológicos do período romano, incluindo estátuas, pedras tumulares, vasos, etc.

2. Basílica Paleocristã (Rossio do Carmo). Um dos mais importantes edifícios religiosos do seu género em toda a Península Ibérica, esta igreja data provavelmente do século V e reúne a mais importante colecção lapidar de toda a bacia do Mediterrâneo referente aos séculos V e VI. Era um local de doutrina e culto cristãos, onde eram enterrados os fiéis.

3. Núcleo Islâmico (Rua da Igreja). Epigrafia, jóias, objectos de metal, fragmentos arquitectónicos e uma das mais importantes colecções de cerâmica islâmica do Mundo (séculos IX-XIII).

4. Núcleo do Castelo de Mértola. Elementos arquitectónicos do período visigótico.

5. Núcleo de tecelagem tradicional.

Como curiosidade, será de referir que José Saramago, escritor contemporâneo, referiu a paisagem de Mértola na sua obra Viagem a Portugal: "(...) Depois de S. Marcos da Ataboeira começam a ver-se ao longe duas altas elevações, Alcaria Ruiva a maior, tão bruscamente levantada que, a olhos habituados a planície, parece artificial. É aí que a transformação se torna brusca: o mato substitui as terras cultivadas, as colinas encavalam-se, os vales tornam-se fundos e obscuros. (...)"



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Economia


No concelho predominam as actividades ligadas ao sector primário, com a agricultura, pecuária e apicultura, seguidas do secundário, com as indústrias de carpintaria, fabrico de móveis, oficina de ouriversaria, tecelagem, serralharia civil, construção civil e panificação. No sector terciário destaca-se a hotelaria, actividade ligada ao turismo.

Apesar da sua importância, a agricultura ocupa somente uma área de cerca de 3% da área concelhia, destacando-se os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, frutos secos, pousio, olival e prados e pastagens permanentes.
A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de ovinos, aves e suínos.

Grande parte dos terrenos concelhios, cerca de 12 001 ha, corresponde a área florestal.


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Lumife @ 00:59

Qui, 10/02/05

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Na vasta planície os trigos não ceifados.

Ao longe oliveiras batidas pelo sol.

Tu serena caminhas para os soldados

com a ideia, para todos um farol.



A brisa não se levantara.

Ias armada apenas da razão.

Contigo os milhões que têm, fome

contigo o povo que não come e que ali cultiva o nosso pão.



O monstro empunhava as armas de aço.

Tu pedindo a paz serena caminhavas

levando um filho no colo outro no regaço.



As armas dispararam, tu tombaste.

Com teu sangue a terra foi regada.



E ali à luz do sol que tudo ardia

dava mais um passo a nossa caminhada.

Na boca da mulher assassinada

certeza da vitória nos sorria.



o sol que o teu sangue viu correr

que teus camaradas viu ali aflitos

ouvirá amanhã os nossos gritos

quando o novo dia amanhecer



Que nessa terra heróica - Baleizão -

onde se recolhe o trigo branco e loiro

teu nome gravado em letras de oiro

tem já cada um no coração







Lumife @ 20:24

Dom, 06/02/05

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Aspectos Geográficos


O concelho de Ferreira do Alentejo, do distrito de Beja, localiza-se no Baixo Alentejo. Ocupa uma área de 646,1 km2 e abrange seis freguesias: Alfundão, Canhestros, Ferreira do Alentejo, Figueira dos Cavaleiros, Odivelas e Peroguarda.
O concelho encontra-se limitado a norte por Alvito e Alcácer do Sal (distrito de Setúbal), a este por Cuba e Beja, a sul por Aljustrel e a oeste por Grândola e Santiago do Cacém (ambos do distrito de Setúbal).
Este concelho apresentava, em 2001, um total de 9010 habitantes.
Possui um tipo de clima mediterrânico, com um período seco de cerca de 80 a 100 dias, durante o Verão, em que a temperatura média varia entre os 28 °C e os 30 °C. No Inverno, as temperaturas são relativamente baixas.
A sua morfologia é marcada pela serra de Balona, com 120 metros, a do monte do Outeiro, com 114 metros, e a de Mira, com 227 metros.
Dos recursos hídricos, a referência vai para a ribeira de Alfundão, o ribeiro Barranco do rio Seco, a ribeira de Figueira, a ribeira de Canhestros, o rio Sado e a albufeira de Odivelas.





História e Monumentos


Segundo testemunhos históricos e arqueológicos, as terras deste concelho conheceram o seu povoamento já na época dos Romanos. Singa denominaria a grande cidade romana, que estaria localizada nas proximidades da actual sede do concelho.
Após a Reconquista, estaria na posse da Ordem de Sant'Iago, tendo esta desenvolvido e cultivado terras que, até então, se encontravam praticamente desertas.
Posteriormente, o domínio das terras passou para os duques de Aveiro e, depois da conspiração destes contra o rei, passou para a Coroa.
Foi-lhe outorgado foral por D. Manuel a 5 de Março de 1516, data a partir da qual Ferreira do Alentejo sofreu diversas alterações a nível administrativo.
A nível do património arquitectónico, destacam-se o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, sendo esta a padroeira da vila e do concelho de Ferreira do Alentejo. Na Igreja-Santuário venera-se a pequena imagem de roca que, segundo a tradição, Vasco da Gama levou consigo na viagem à Índia. O interior da igreja encontra-se revestido a azulejos.
É também de realçar a Capela de Santa Maria Madalena ou do Calvário, que tem uma forma circular, cuja abóbada apresenta a configuração de uma redoma, possuindo o hemisfério superior saliências de pedregulhos irregulares; e ainda a Igreja da Misericórdia, de 1595, que apresenta um pórtico manuelino tendo pertencido à Capela do Espírito Santo, demolida em 1911.


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Merece igual referência a Igreja Matriz de Beringel, que é constituída por três naves e conserva a sepultura de Rui de Sousa, o primeiro donatário da vila, e sua esposa, D. Branca de Vilhena (século XVI).



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Tradições, Lendas e Curiosidades


As manifestações populares e culturais do concelho são realizadas na segunda semana de Agosto; a festa de Nossa Senhora da Conceição, que ocorre a 8 de Dezembro; e a festa de S. Sebastião, realizada no mês de Maio.
No artesanato são típicos os trabalhos em buinho, miniaturas em madeira, bordados e tapetes, pinturas sobre mobília, olaria, ferro forjado e miniaturas em cortiça.



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Economia


No concelho predominam as actividades ligadas essencialmente ao sector primário, com a olivicultura e a pecuária, seguidas pelo terciário e secundário, com a indústria ligada à exploração de cortiça.
Cerca de 97% da área do concelho destina-se à exploração agrícola, destacando-se os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, culturas industriais, pousio, olival, prados e pastagens permanentes. A pecuária mantém ainda alguma importância, nomeadamente na criação de ovinos, bovinos e aves. Cerca de 1692 hectares do seu território correspondem a área coberta de floresta.



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Lumife @ 21:46

Qui, 03/02/05

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Aspectos Geográficos


O concelho de Cuba, do distrito de Beja, ocupa uma área de 173 km2. Localiza-se no Baixo Alentejo e abrange quatro freguesias: Cuba, Faro do Alentejo, Vila Alva e Vila Ruiva.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Portel (distrito de Évora), a oeste pelo de Alvito, a sudoeste pelo de Ferreira do Alentejo, a sul pelo de Beja e a este pelo de Vidigueira.
Este concelho apresentava em 2001 um total de 4994 habitantes.
Possui um tipo de clima mediterrânico, com um período seco de cerca de 80 a 100 dias, durante o Verão, em que a temperatura média varia entre os 28 °C e os 30 °C. No Inverno, as temperaturas são relativamente baixas.
A sua morfologia é marcada pela serra de Altura do Monte Novo, com 179 metros, e pelo monte dos Bispos, com 283 metros.
Dos recursos hídricos, são de referir a ribeira de Barreiros e a ribeira de Malk Abraão.
cuba va.1.jpgvista aérea de Cuba



História e Monumentos


Nas terras deste concelho existem vestígios arqueológicos que comprovam que Cuba é habitada desde a Pré-História (cultura megalítica, 4000 a 2000 a. C.). Há também vestígios da presença romana, dada a grande quantidade de medalhas e cipos romanos que se encontraram no aglomerado urbano e nos arredores.
Desde o século XIII há referências à existência de Cuba, tendo pertencido ao concelho de Beja e passando posteriormente para a posse dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho.
Em 1305 os direitos da aldeia de Cuba ficaram na posse do rei D. Dinis e em 1372 foram doados por D. Fernando I ao fidalgo castelhano Diogo Afonso do Carvalhal, tendo-lhe pertencido até 1374, data em que este abandonou o reino e em que D. Fernando I doou estas terras a Vasco Martins de Melo, seu guarda-mor.
Na primeira metade do século XVI, a povoação pertenceu ao Infante D. Luís, quarto filho do segundo casamento de D. Manuel I.
Em 1732, uma provisão de D. João V autorizou o morador João Luiz a criar o celeiro comum, de que foi primeiro administrador Francisco de Macedo Foya, e, em 1782, foi o "lugar da Cuba" elevado a vila por alvará concedido pela rainha D. Maria I.
A nível do património arquitectónico destacam-se a Igreja Matriz, que foi construída por frades de São Vicente de Fora, em Lisboa; a Igreja de Nossa Senhora da Rocha; o Convento do Carmo, que actualmente alberga as instalações do hospital, e a Igreja de São Sebastião.
Merecem, ainda, referência os restos de duas villas rústicas, localizadas no monte da Panasqueira e no monte do Outeiro (Cuba), e a ponte romana, localizada sobre a ribeira de Odivelas.
É de especial destaque o Paço dos Infantes, que teria sido a casa de campo ou pavilhão de caça do Infante D. Luís. Neste palácio jantou el-rei D. Sebastião em 1573, quando viajou por Évora e Beja. Hoje apenas resta um portal de estilo dito "manuelino", colocado como porta da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, e não há muitas décadas ainda existiam algumas vergas e alguns silhares usados em diversas construções.
cuba-tribunal.jpgTribunal



Tradições, Lendas e Curiosidades


Neste concelho abundam as manifestações populares e culturais, sendo de destacar a festa de Senhora da Rocha, realizada no último fim-de-semana de Agosto; a festa de Nossa Senhora dos Passos, que ocorre quatro semanas depois do Carnaval; a festa das Endoenças, realizada na Sexta-Feira da Paixão; a festa de Nossa Senhora da Visitação, no segundo fim-de-semana de Agosto; a feira anual, que decorre no primeiro fim-de-semana de Setembro, e o mercado mensal, na primeira sexta-feira do mês.
No artesanato merecem referência os trabalhos em madeira, a sapataria, e as miniaturas em ferro e madeira, a cestaria em junco e as cadeiras de buinho. O grande escritor Fialho de Almeida (1857-1911) residiu em Cuba e aí faleceu.
Também é de mencionar José Manuel Braamcamp de Barahona Fragoso (sécs. XIX-XX), cujo familiares residiram durante cerca de três séculos na Quinta da Esperança, vizinha da vila de Cuba, tendo sido condes e viscondes do Morgado da Esperança. Foi o último a usar o título (concedido por D. Manuel II, já após a implantação da República). A família, que se notabilizou pela realização de uma série de obras sociais em prol da melhoria das condições de vida da população, foi ainda anfitriã da rainha D. Maria II e do seu marido, D. Fernando, bem como de D. Pedro V.
Como instalação cultural, existe o Museu da Misericórdia.

Economia


No concelho predominam as actividades ligadas, essencialmente, ao sector primário, fundamentalmente a horticultura e a fruticultura, e mesmo a pastorícia (gado ovino e caprino), seguidas das dos sectores terciário e secundário.
A área agrícola ocupa cerca de 71% da área total do concelho e destina-se ao cultivo de cereais para grão, de prados temporários e culturas forrageiras, de culturas industriais, do pousio, do olival, de prados e de pastagens permanentes.
A pecuária mantém alguma importância, nomeadamente na criação de aves, bovinos e suínos.
Cerca de 369 hectares do seu território correspondem a área coberta de floresta.





Lumife @ 18:42

Ter, 01/02/05

cverde-10.jpg




Aspectos Geográficos


O concelho de Castro Verde, do distrito de Beja, ocupa uma área de 569,3 km2 e abrange cinco freguesias: Casével, Castro Verde, Entradas, Santa Bárbara de Padrões e São Marcos da Ataboeira.
O concelho encontra-se limitado a norte pelos distritos de Aljustrel e de Beja, a sul pelo de Almodôvar, a oeste pelo de Ourique e a este pelo de Mértola.
Este concelho apresentava em 2001 um total de 7603 habitantes.
Possui um clima mediterrânico, com um período seco de cerca de 80 a 100 dias, durante o Verão, em que a temperatura média varia entre os 28 °C e os 30 °C. No Inverno, as temperaturas são relativamente baixas.
A sua morfologia é marcada pela serra de São Pedro das Cabeças, com 245 metros, e pela de Amendolira, com 214 metros.
Dos recursos hídricos a referência vai para a ribeira da Nova e para a ribeira
de Cobres.



c.verde11.jpg



História e Monumentos


Terá sido em redor de um velho castro lusitano, decerto com muita vegetação (verde), que se fixaram as primeiras populações e, a partir daí, foi-se promovendo o desenvolvimento destas terras. A este facto também se deve, provavelmente, a toponímia do concelho.
Na época dos Romanos, as populações formavam um povo com características muito próprias, que acabou por ser aculturado, aculturando, contudo, também os Romanos.
Terá sido nestas terras, mais precisamente no outeiro de S. Pedro das Cabeças, que terá culminado a Batalha de Ourique, ocorrida nos Campos de Ourique, a que pertence Castro Verde, com a decapitação dos resistentes inimigos.
Neste local foram encontrados vários esqueletos separados da caveira, que comprovam a degolação dos reféns, mandada executar por D. Afonso Henriques.
Em 1510, foi-lhe outorgado foral por D. Manuel I.
A nível do património arquitectónico, destaca-se a Igreja Matriz, que apresenta um arco triunfal e uma pia de baptismo renascentista, possuindo azulejos que retratam a Batalha de Ourique.
É de realçar ainda a Igreja das Chagas do Salvador ou da Nossa Senhora dos Remédios, que é forrada a azulejos do tipo holandês e que possui nas paredes quadros alusivos à Batalha de Ourique.
São ainda de referir a Igreja da Misericórdia, a Capela de São Miguel, a Capela de São Martinho e a Capela de São Pedro das Cabeças, que simboliza e assinala o lugar onde se terá travado a já referida Batalha de Ourique.



Tradições, Lendas e Curiosidades


Neste concelho abundam as manifestações populares e culturais, sendo de destacar a festa de S. Pedro, realizada a 29 de Junho; os Encontros de Castro, que decorrem no terceiro domingo de Outubro; a festa dos Mastros Populares, em Junho; a Feira de Castro, realizada no terceiro domingo de Outubro, os mercados quinzenais e as feiras anuais, a 20 de Janeiro e a 5 de Maio.
No artesanato destacam-se as profissões de ferreiro e de abegão (carpinteiro de carroças).
Como instalação cultural, destaca-se o Museu da Lucerna.



Economia


No concelho predominam as actividades ligadas ao sector primário, seguidas pelas do sector secundário, com a indústria de extracção mineira, vindo depois pelas do sector terciário.
A agricultura mantém uma grande importância, facto comprovado pela percentagem de área concelhia dedicada a esta actividade, cerca de 77%, destacando-se os cultivos de cereais para grão e de leguminosas secas para grão, os prados temporários e as culturas forrageiras, as culturas industriais, o pousio, os prados e as pastagens permanentes.
A pecuária regista ainda alguma importância, nomeadamente na criação de ovinos, bovinos e aves.
Cerca de 1971 hectares do seu território correspondem a área coberta por terrenos florestais.


castro verde.jpg



Igreja Matriz de Castro Verde

Dominando a vila alentejana de Castro Verde ergue-se, imponente e altiva, a Igreja Matriz, consagrada a N. S. da Conceição. Originalmente, este edifício religioso pertenceu à Ordem de Sant'Iago da Espada.
O actual templo é uma ampla construção do século XVII, marcado por estrutura arquitectónica de depuradas linhas e contida decoração.
A fachada é marcada por um singelo portal rectilíneo, rematado por frontão curvo interrompido e encimado por janela rectangular. Lateralmente, sobressaem, pela sua monumental volumetria, as duas torres sineiras, rematadas por pináculos e facetada cobertura de coruchéus campaniformes.
O corpo da igreja apresenta espaçosa nave única, tendo as suas paredes revestidas por panos de azulejos setecentistas, contendo belas composições de albarradas e a interessante narrativa histórica da Batalha de Ourique. De acordo com a tradição local, este confronto - do qual hipoteticamente resultou a aclamação de D. Afonso Henriques como primeiro rei de Portugal - terá sido realizado nos arredores desta vila do Baixo Alentejo, num local conhecido por S. Pedro das Cabeças. Contrastando com este revestimento cerâmico decorativo e figurado estão as estruturas retabulares de talha dourada, que submergem o interior numa profusa e exuberante decoração barroca setecentista.
Na capela-mor, coberta por abóbada de berço caiada e pintada com policroma decoração barroca, o destaque vai para o revestimento de azulejos barrocos, de fabrico lisboeta e datados de 1713. O friso superior da ousia é preenchido por grandes e policromas pinturas barrocas com episódios da vida de Cristo.









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