Lumife @ 16:51

Qua, 13/07/05

dad.jpgMêDAD




Matei a lua e o luar difuso.

Quero os versos de ferro e de cimento.

E em vez de rimas, uso

As consonâncias que há no sofrimento.



Universal e aberto, o meu instinto acode

A todo o coração que se debate aflito.

E luta como sabe e como pode:

Dá beleza e sentido a cada grito.



Mas como as inscrições nas penedias

Têm maior duração,

Gasto as horas e os dias

A endurecer a forma da emoção.



*


(Miguel Torga)




Anónimo @ 19:00

Sex, 15/07/05

 

torga no seu melhor :)

e a imagem com um cheirinho a Dalí :)
excelente

:)))adesenhar
(http://adesenhar.blogspot.com)
(mailto:hvar@iol.pt)

Anónimo @ 23:09

Qua, 13/07/05

 

Belo!:) beijoswind
(http://wind9.blogspot.com)
(mailto:sagit_126@hotmail.com)

Anónimo @ 20:23

Qua, 13/07/05

 

belo poema. GRande Torga!

Bj.

Mmaker
(http://poischove.blogspot.com)
(mailto:arrabida@sapo.pt)

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