Lumife @ 18:33

Sab, 02/07/05

fialho.jpg




José Valentim Fialho de Almeida



(1857 - 1911)




Escritor português, natural de Vila de Frades, (Cuba), no Alentejo. Filho de um professor primário, a quem ficou a dever os primeiros rudimentos da sua educação, viu-se obrigado, devido a dificuldades económicas da família, a empregar-se, ainda adolescente, como ajudante de farmácia. Com muito esforço, conseguiu completar o curso de Medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, em 1875, não tendo praticamente exercido medicina, entregando-se antes a uma existência boémia na capital. Casado com uma lavradora rica alentejana, passou a última fase da sua vida no Alentejo, dedicando-se à agricultura.



A sua obra é constituída, essencialmente, por artigos para jornais, posteriormente reunidos nos volumes Os Gatos (colectânea de textos publicados mensalmente, entre 1889 e 1894) e Pasquinadas (1890). O carácter fragmentário da sua prosa, mais apta à captação de impressões, revela-se igualmente na sua obra de ficção: Contos (1881) e O País das Uvas (1893), considerado o melhor dos seus volumes de contos.



Nas duas primeiras obras referidas, de crítica social, sobressai o carácter mordaz da sua ironia, evidenciando a sua visão pessimista do país, bem característica da literatura finissecular. A sua crítica atinge sobretudo a pequena burguesia e a alta burguesia financeira dirigente, que gostaria de ver substituída por uma aristocracia de capacidades, na qual, naturalmente, se inclui. Mas, mais do que instituições, a sua crítica visa personalidades (entre os seus «ódios de estimação» contam-se, por exemplo, Eça de Queirós e Guilherme de Azevedo) e tipos psicológicos, sobretudo de natureza psicopatológica (captada em cenas de doença física, social ou moral). Nas colectâneas de contos revela-se a sua imaginação, frequentemente mórbida e exaltada (são frequentes as cenas de taberna, de hospital, de cemitério, de prostituição, de degenerescência sifilítica ou alcoólica, de infância faminta, de tragédias ocorridas em bairros infectos), numa linguagem de contornos barrocos, pouco serena. A sua instabilidade emocional poderá justificar estas características, assim como a qualidade variável da sua produção literária, marcada pela fragmentação, nela predominando breves apontamentos de ficção e textos jornalísticos circunstanciais.



Fialho de Almeida é o autor das obras de ficção Contos (1881), A cidade do Vício (1882) e O País das Uvas (1893). Escreveu ainda crónicas, artigos políticos, cartas, memórias e livros de viagem entre os quais: Os Gatos (1889-1894), Pasquinadas (1890), Lisboa Galante (1890), Vida Irónica (1892), À Esquina (1903), Barbear, Pentear (1911), Saibam Quantos... (1912), Estâncias de Arte e de Saudade (1921), Aves Migradoras (1921), Figuras de Destaque (1924), Açores e Autores (1925), Vida Errante (1925) e Cadernos de Viagem – Galiza, 1905 (1997).








Anónimo @ 00:44

Qui, 07/07/05

 

Que bom encontrar quem leu o Fialho de Almeida. É já tão raro. :)maker
(http://poischove.blogspot.com)
(mailto:arrabida@sapo.pt)

Anónimo @ 11:09

Qua, 06/07/05

 

"– É a última azinheira, tronco direito e vermelho, com a cortiça descascada. Leva corda para subires. Olhas para cima, aproximas-te sem fazer ruído, ouve – sem fazer ruído! dás com o ninho logo. Quando a noite se fecha, a águia chega, asas abertas, voo circular e gritinhos alegres de boa ménagère que volta com o dia ganho e um réptil no bico curvo, para os pequeninos esfomeados.", in o Ninho da ÁguiaCarlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)

Anónimo @ 11:11

Seg, 04/07/05

 

Vim visitar-te........mas tu não estavas em casa (rs)............deixo um becitointemporal
(http://Intemporal1.blogs.sapo.pt)
(mailto:Intemporal1@sapo.pt)

Anónimo @ 21:47

Sab, 02/07/05

 

Olá Sr. Milhano. Estou de volta. Gostei de ler este texto e da informação literária que nos dá.grilinha
(http://grilinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:grilinha@gmail.com)

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