Lumife @ 21:42

Seg, 11/10/04

raulDeCarvalho.jpgIlustração de Vasco



.


De cerejas brancas, de estrelas vermelhas de lábios azuis,


Era a tua voz. Doce, docemente. Inocentemente.


Dizia palavras, dizia palavras... Alucinações.


Monstros e promessas. Magia, segredo. Artes do Diabo.


*


Reflexos tristes da luz que nos foge, da luz que anda à solta e nos deixa presos.


*


Ouço a tua voz chamando, chamando...


Ah! nenhum de nós somos os culpados!


*


Docemente extinta. Inocentemente.


Um círculo da Lua rodeia teus braços,


Um raio de Sol te dirige os passos.


É a tua voz! de menino e moço!


*


Ah! quanta ternura tem a tua voz,


Quanto beijo que jamais fora dado,


Quanta linda festa que logo interrompida,


Quanto abraço que desejaste dar ...


*


Ouço a tua voz. É som ou desmaio?


É quebranto? É música? Sai do coração?


Ouço a tua voz, que respeita e ama,


Como irmão mais novo a irmão mais velho.


*


Diz-me que é inútil. Que essa tua voz


Não é verdadeira, porque sofrerás...


Embora me tragas, sem eu saber como,


Alguma alegria, um pouco de paz!


*


Queira Deus que tu, irmão meu, encontres


Alguém que ao ouvi-la, quando estiveres só,


Te ame e compreenda, te ouça e adormeça,


Te afirme que tens um lugar no Mundo ...



*


RAUL DE CARVALHO-Poeta-Natural de Alvito



Anónimo @ 10:00

Qua, 13/10/04

 

"Para sempre irreal,
para sempre obscena,
para sempre inocente
Serenidade, és minha."Carlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)

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