Lumife @ 01:09

Qua, 04/08/04

@012.jpg



.



Meu amor meu amor



meu corpo em movimento



minha voz à procura



do seu próprio lamento.



Meu limão de amargura meu punhal a escrever



nós parámos o tempo não sabemos morrer



e nascemos nascemos



do nosso entristecer.



Meu amor meu amor



meu nó e sofrimento



minha mó de ternura



minha nau de tormento



este mar não tem cura este céu não tem ar



nós parámos o vento não sabemos nadar



e morremos morremos



devagar devagar.



.


(Ary dos Santos)




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