Lumife @ 23:59

Qui, 09/06/05

planicie.jpg





O bando debandou


subindo do arvoredo


do vácuo que ficou


no fim do seu degredo


as asas abrem chagas


no acinzar do entardecer


e amansam a agonia


do dia a escurecer





ensombram a ribeira


e o verde da seara


e passam pela eira


em que o sol se pousara


nas gotas do orvalho


luarento e vacilante


refrescam o cansaço


e dormem um instante




Pássaros do sul


bando de asas soltas


trazem melodias


p'ra cantar às moças


em noites de romaria


em noites de romaria






no adejo da alvorada


oscila a minha mágoa


o céu à desgarrada


irrompe azul na água


e a passarada acorda


no sonhar de um camponês


e entrega-se no sul


do frio que à noite fez





é tempo da partida


e a cor no horizonte


adensa a despedida


e o borbotar da fonte


as asas abrem chagas


na poeira o sol acalma


num agitar inquieto


que me refresca a alma





pássaros do sul


bando de asas soltas


trazem melodias


pra cantar às moças


em noites de romaria


em noites de romaria




(Mafalda Veiga)




Anónimo @ 14:07

Dom, 12/06/05

 

quem experimenta o alentejo, não o consegue esquecer.

:)pés descalços
(http://estradairreal.blogspot.com)
(mailto:mpbrilho@hotmail.com)

Anónimo @ 17:29

Sex, 10/06/05

 

E puseste-me a cantar... :-)Carlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)

Anónimo @ 01:44

Sex, 10/06/05

 

Este poema parece-me ainda mais bonito lido assim, sem som.

É lindo.É Alentejo!marywind
(http://maryvento.blogspot.com)
(mailto:arrabida@sapo.pt)

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