Lumife @ 23:56

Ter, 24/05/05

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Horas mortas... Curvada aos pés do Monte

A planície é um brasido e, torturadas,

As árvores sangrentas, revoltadas,

Gritam a Deus a benção duma fonte!


*


E quando, manhã alta, o sol posponte

A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,

Esfíngicas, recortam desgrenhadas

Os trágicos perfis no horizonte!


*


Árvores! Corações, almas que choram,

Almas iguais à minha, almas que imploram

Em vão remédio para tanta mágoa!


*


Árvores! Não choreis! Olhai e vede:

- Também ando a gritar, morta de sede,

Pedindo a Deus a minha gota de água!



(Florbela Espanca)



Anónimo @ 13:34

Qua, 01/06/05

 

Encaixa na perfeição...e sendo da Florbela a 100%. Feliz dia.Obrigada pela visita. Bjsdocerebelde
(http://docerebelde.blogs.sapo.pt)
(mailto:docerebelde@hotmail.pt)

Anónimo @ 11:40

Qua, 25/05/05

 

De famílias alentejanas que sou. Foi o primeiro poema que disse da Florbela.

Imagina a minha raiva, agora...pés descalços
(http://estradairreal.blogspot.com)
(mailto:estradairreal@sapo.pt)

Anónimo @ 11:19

Qua, 25/05/05

 

Que escreveria agora a Florbela se assitisse ao massacre de sobreiros que houve...Carlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)

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