Lumife @ 23:03

Seg, 16/05/05

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A Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (Ambaal) apresentou na passada quinta-feira, dia 5, durante a 22ª edição da Ovibeja, as primeiras conclusões que servirão de base à elaboração de um documento a entregar na Comissão Europeia, onde vão constar aquelas que devem ser as linhas mestras para um novo modelo de desenvolvimento da região no âmbito do quarto Quadro Comunitário de Apoio (QCA), que vai de 2007 a 2013.


Fruto das reuniões preparatórias que, entre Março e Abril, juntaram à mesma mesa quase quatro dezenas de instituições regionais que actuam nos mais diversos quadrantes económico-sociais, as conclusões apontam algumas das soluções para alcançar o modelo de desenvolvimento pretendido durante o quadro de referência estratégica regional para o período entre 2007 e 2013, considerando prioritárias áreas como a dinâmica económica, a rede social, o povoamento, a qualificação de recursos, a competitividade, o planeamento e ordenamento do território ou o ambiente. Por isso mesmo, o coordenador do grupo de trabalho criado pela Ambaal para liderar este processo considerou que o colóquio foi mais "uma reunião de trabalho", cujo balanço é "bastante satisfatório".


"Neste momento, temos as premissas assentes e, de certa maneira, validadas pelos parceiros que se envolveram neste trabalho. Também temos validada a estratégia global e as linhas prioritárias dos princípios gerais de uma acção integrada de base territorial", garantiu de seguida Jorge Pulido Valente, acrescentando que está também "consolidado o enquadramento em termos estratégicos, e também em termos de concretização das linhas orientadoras, daquilo que vai ser o trabalho sequencial".


Um processo que vai continuar com entrevistas a peritos e algumas reuniões sectoriais, no sentido de identificar e hierarquizar quais os projectos estruturantes para a região. "Podemos até estar a falar de pequenos e médios projectos, mas que depois, com a sua associação em rede, adquirem uma outra escala e uma outra dimensão", vinca o autarca de Mértola.


Só depois será elaborado o documento final, "substancial e sustentado", previsto para a primeira semana do próximo mês de Julho. "Mais do que um plano ou um estudo, esse documento será um guia prático, paradigma do modelo de desenvolvimento que se pretende", asseverou Pulido Valente, acrescentando que isso "só é possível se houver um exercício de planeamento por trás".


"Não havendo um planeamento, não há um suporte sustentado para seleccionar os projectos, daí a importância deste trabalho", explicou ainda o coordenador do grupo de trabalho da Ambaal, considerando que não se pode "continuar a apoiar todos os projectos da mesma forma". "Os projectos têm de ser hierarquizados, mas para hierarquizá-los é preciso ter um planeamento feito para se ver se eles se enquadram ou não nas prioridades que são definidas pelo todo".


Um trabalho que está agora a ser realizado e que Pulido Valente pretende que vá "além deste novo QCA". "A ideia é que possamos ter uma base de planeamento regional, até porque as oportunidades financeiras não se esgotam no quadro", concluiu.



Algumas conclusões:


Dinâmica económica


– A criação de uma dinâmica económica que permita aproveitar todas as potencialidades regionais deverá basear-se no estabelecimento e fortalecimento de redes de cooperação em todos os sectores;


– Os três grandes vectores de desenvolvimento são as energias renováveis, o turismo (com base no património natural e cultural) e a ruralidade;



Rede social


– O combate à exclusão social e económica devem ser as prioridades da rede social;


– Devem ser claramente definidos e caracterizados os público-alvo da oferta social, por forma a propiciar respostas eficazes e adequadas neste âmbito;



Povoamento


– As cidades de pequena dimensão devem contribuir decisivamente para o desenvolvimento;


– As políticas de acolhimento e integração de imigrantes devem ser orientadas, com o intuito destes contribuírem para o preenchimento de necessidades específicas;



Qualificação de recursos


– Distinguir claramente projectos nacionais, regionais e locais e respectivos financiamentos;


– Devem ser estabelecidas parcerias para evitar o desperdício e a dispersão inconsequente de recursos;



Competitividade


– Cada município deverá especializar-se em determinados tipos de equipamentos;


– Deve requerer-se o regime de excepção e desenvolver estratégias de base territorial para toda a região;



Ordenamento do território


– As decisões de planeamento devem ser tomadas cada vez mais a nível regional, embora sem perder o enquadramento nacional, pois a nível regional e local existem quadros técnicos com competência, conhecimento e experiência que melhor avaliam localmente os efeitos e as consequências do planeamento;


– Os planos de ordenamento devem aligeirar-se e adequar-se às novas necessidades de investimento;



Ambiente


– As actividades de conservação da natureza devem ser consentâneas com o desenvolvimento;


– A EDIA pode tornar-se, a nível regional, numa entidade que potencie o desenvolvimento ambiental.



*



Texto Carlos Pinto


In Diário do Alentejo





Anónimo @ 12:12

Sex, 20/05/05

 

Já não era sem tempo que olhassem para o Alentejo como terra fertil e de gente trabalhadora e sofredora. Não tenho tido muito tempo para andar pela net mas sempre que posso venho ler as noticias que aqui tem. Um beijinho grilinha
(http://grilinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:grilinha@gmail.com)

Anónimo @ 10:38

Qua, 18/05/05

 

Será mesmo desta que o Alentejo se vai mostrar a sério? Esperemos bem que sim...Carlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)

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